Um pouco da minha história.


Memorial Descritivo






Procuro destacar os elementos que, marcados por quebras de paradigmas, por coerências e incoerências e por meio das relações estabelecidas com o mundo, possibilitaram a construção de minha vida social e profissional. Além de considerar este memorial auto-avaliativo, acredito que ele acaba se tornando um instrumento confessional de meus sonhos.
O início
Sou o sétimo filho de uma família de nove irmãos. Meu pai, hoje falecido, era funcionário da Fábrica de Armas de Itajubá, hoje IMBEL S/A e minha mãe,também falecida, uma senhora digna de ser chamada senhora do lar. Nasci no dia 17 de junho do ano de 1961 aqui mesmo, em Itajubá – Minas Gerais.
Sempre fui estudante de escola pública, a começar pelo Grupo Escolar Barão do Rio Branco onde fiz as quatro primeiras séries do Ensino Fundamental. Iniciei o então ginasial no Colégio João XXIII onde também fiz todo o meu curso científico  ( hoje Ensino Médio) .
No ano de 1980 fui convocado para a vida na caserna, servindo na Companhia de Comandos e Serviços – CCS do 4º Batalhão de Engenharia de Combate, onde ocupava as funções de Telefonista e Rádio-operador, sendo convidado a fazer um curso com tal especialidade em Belo Horizonte, na 4ª Cia de Comunicações, no bairro São Francisco. No ano seguinte à minha baixa do quartel, e graças a uma bolsa de estudos, fiz o Cursinho no Curso Anglo Vestibulares.
 De todos os meus irmãos, só uma irmã tinha prestado vestibular e entrado na faculdade (FACESM – Itajubá). Seguindo sua determinação, e recebendo o enorme apoio de minha namorada da época, hoje minha atual esposa, prestamos o vestibular e iniciamos nossa graduação em Matemática na Fundação de Ensino e Pesquisas de Itajubá – FEPI.
Ao conhecer mais de perto as Álgebras, Cálculos e Geometrias, e tendo que fazer os estágios supervisionados nas escolas estaduais, fui descobrindo aos poucos a minha vocação para o ensinar. Queria terminar logo a faculdade para começar minha carreira de Professor. Não houve tempo para tanto, pois no ano de 1984 eu tinha sido aprovado nas provas, teste e entrevistas e já estava trabalhando na Fundação Bradesco. No início fiquei apenas com a missão de construir e formar uma fanfarra a altura da importância daquela escola em nossa cidade, e assim ela foi feita. Aos poucos fui trabalhando com outras matérias, mas sem perder de vista a minha querida fanfarra.


Idealizando a abertura de uma empresa e fazendo-a funcionar
No início, a Fundação Bradesco era uma escola voltada apenas para o Ensino Técnico em Administração de Empresas. Como a Direção da Escola percebeu que eu gostava de desafios, me incumbiu de desenvolver uma empresa dentro da escola com abertura e baixa, dentro do período letivo, através de uma matéria chamada Prática Profissional Simulada.
Eu nunca tinha trabalhado numa empresa e já tinha a missão de fazer uma funcionar dentro da nossa Escola, e ainda com uma agência bancária funcionando simuladamente junto com a  empresa ( também lecionei uma disciplina denominada Atividades Bancárias).
Sempre ouvia minha mãe mencionando a frase:  “quando não tem pessoas para carregar um caixão, o próprio defunto deve levantar e carregar o seu”. E foi justamente o que eu estava descobrindo nessa minha missão. Pesquisando, perguntando e correndo atrás, consegui formar a empresa com todos os seus setores, cada qual com os seus devidos documentos, pagamento de funcionários, seus acionistas e no final do ano, na sua baixa, conseguimos obter lucro. Era uma empresa comercial, e na época começava a venda de produtos importados ( antes das lojas de R$1,99). Era fascinante verificar o interesse e o rendimento dos alunos nas aulas práticas e teóricas das minhas matérias.
Naquela época, a informática estava no seu início, e através de uma disciplina chamada Mecanografia e Processamento de Dados pude ensinar e contar toda a história desde o início da descoberta dos “Cérebros Pensantes” até aqueles dias em relação à evolução dos computadores. Lembro-me ainda que não havia a internet por aqui e tínhamos que fazer a conexão via telefone, após instalar um programa que necessitava ir de casa em casa para iniciar o bate-papo.
Além das matérias técnicas, também lecionei Matemática , Física, Educação Física e Ciências. Ao terminar a minha graduação, no ano de 1985, já tinha extensa experiência em sala de aula. Eu e minha esposa que tínhamos entrado juntos na faculdade, conseguimos formar no tempo mínimo exigido pela instituição (de 1983 a 1985).
Fizemos o Concurso para Professores do Estado de Minas, e após aprovados fomos efetivados com os títulos de Professor de Ensino Fundamental e Professor de Ensino Médio.
Nosso casamento aconteceu no ano de 1988 e nosso primeiro filho nasceu no ano de 1991.  Com elevada disposição e determinação, conseguimos iniciar o nosso sonho: a construção de nossa casa. Foram quase dez anos de persistência, porém pudemos ver nosso sonho realizado. Na época, já tínhamos tido os três filhos: Guilherme, Anna Carolina e Bárbara.
Durante esses anos tive experiências fantásticas trabalhando em diversas escolas públicas e privadas, dentro e fora de nossa cidade como Colégio XIX de Março, Fundação Bradesco, Curso Millenium, Curso Anglo Vestibulares (Pouso Alegre), Curso UNI e escolas estaduais João XXIII, Wenceslau Brás(Agrícola), Escola Maria Lina de Jesus(São José do Alegre), Escola Ana Laura Pereira, Escola Coronel Carneiro Júnior e Escola Estadual Major João Pereira onde leciono até os dias de hoje.
Participei  de vários cursos de inverno oferecidos pela UNIFEI como “A Física da Música”em parceria com a Superintendência de Ensino, aos quais aprendi muitas coisas interessantes e pude tirar muito proveito delas nas minhas aulas do dia a dia.

Desenvolvendo projetos
No Colégio Millenium, apesar de lecionar somente Matemática, desenvolvi junto com os alunos de 5ª e 6ª séries, hoje 6º e 7º ano, o Projeto Chaplim, sobre a vida e obra do artista e também o Projeto Cidadania, promovendo e intermediando um debate político entre os candidatos a prefeito de Itajubá. Para este projeto, os alunos pesquisaram em nossa cidade, seus maiores problemas e possíveis soluções, as aspirações do povo para a cidade e cobranças para as promessas de campanha. Elaboramos um questionário e após convite e determinação de regras com os partidos políticos, conseguimos reunir todos os candidatos no salão do CTC no prédio central da UNIFEI onde o debate aconteceu. Fomos muito elogiados pelo nível de entendimento de nossos alunos, a clareza de idéias e postura nas indagações, apesar da pouca idade. Alguns alunos foram selecionados para fazer a leitura das perguntas aos candidatos. A eleição naquele pleito foi vencida pelo candidato Benedito Pereira dos Santos, o BPS.
Desenvolvi vários projetos educacionais e fiz cursos oferecidos pela superintendência de Ensino como PROINFO – Programa de Informática na Educação, em Varginha, MG e PEAS – Programa de Educação Afetivo Sexual. Convocado a ir à cidade de Lambari, MG,  participei do programa de elaboração de itens para o Banco de itens do CRV- Centro de Referência Virtual do Professor. O Banco de Itens oferece suporte didático aos professores no processo de avaliação da aprendizagem escolar. O sistema disponibiliza itens que serão utilizados na geração das provas escolares e nas avaliações externas do SIMAVE e PAAE.
Outra experiência marcante na minha trajetória profissional foi a de permanecer durante um mês em Belo Horizonte, na Universidade Federal de Minas Gerais, nas instalações do ICEX-Instituto de Ciências Exatas fazendo parte de uma equipe de professores para a organização de  uma Proposta Curricular dos conteúdos de Matemática do Ensino Médio com orientações pedagógicas e roteiro de atividades , a ser imediatamente implantado em todas as escolas mineiras, o CBC-Currículo Básico Comum. A troca de experiências entre os professores de diversas partes de Minas favoreceu a conclusão de nossa proposta.
Falando através de sinais
Ao longo desses mais de 20 anos de experiência, pensei que nada de novo me aconteceria pois já tinha passado por tudo que uma sala de aula pode oferecer, porém, há poucos anos atrás, ao entrar numa turma de 5ª série(6º ano) me deparei com alguns alunos deficientes auditivos oriundos da Escola Rafael Magalhães. E agora? Como proceder para que eles me entendessem e entendessem a Matemática? Sentar e chorar não foi a minha solução.
Graças a atenção recebida de professoras intérpretes Mariângela Grillo e Érika Noronha entrei para o mundo dos surdos, aprendi e continuo aprendendo a linguagem de sinais – LIBRAS. Foi uma verdadeira paixão à primeira vista. Assim sendo,  não poderia deixar de citar como é apaixonante perceber que um aluno com deficiência auditiva, também é capaz de decifrar enigmas, resolver equações matemáticas e criar regras para as operações numa segunda linguagem. Verifico a cada dia, como é desafiador esse processo de aprendizagem através da linguagem de sinais. Sempre ouvi dizer que a matemática era uma linguagem universal, mas não sabia que necessitaria de criar uma outra linguagem paralela para o seu entendimento.  A experiência de trabalhar com surdos foi tão surpreendente, que até aprendi a cantar com as mãos, a ponto de organizar o “Grupo Voz das Mãos” e  fazer apresentações dentro e fora do ambiente escolar.

Ingressando na política 


Vivenciamos política 24 horas diárias em nossas vidas, queiramos ou não. Diariamente a midia nos traz notícias nada empolgantes sobre a atuação de alguns de nossos políticos, sendo eles famosos ou não. Se perguntarmos a um cidadão comum em qualquer cidade do país sobre um exemplo bom de política que ele tenha sabido, certamente ele ficará pensativo ou então, de súbito, lhe responderá: "Não há nada de bom na política brasileira!". Se voltarmos com outra pergunta a ele sobre o que tem feito para mudar então essa imagem que se tem da política brasileira, com certeza, novamente ouviremos outra negativa em sua resposta. Isto é tão comum pois sempre achamos que estes fatos tristes que acontecem na nossa política são problemas unicamente dos outros, ou dos nossos políticos. Diante disto, posso seguramente lhe responder: NÃO! Isto é problema de todos nós e nós podemos sim mudar essa realidade. Começando por nós mesmos, sabemos que muita coisa pode ser mudado. Sempre podemos melhorar. Mas como? parados e sentados? Não. Precisamos primeiramente nos reconhecer como cidadãos brasileiros, livres e donos dos nossos próprios atos. Vivemos numa sociedade democrática e a partir disto, necessitamos saber o que podemos fazer ou simplesmente o que disfrutar do que os outros decidiram por nós, o que nem sempre nos agrada. Tudo que vivenciamos está relacionado diretamente com política, seja nas nossas casas, no nosso trabalho ou na nossa vida social. Assim repito novamente: "Podemos sim mudar essa realidade presente para uma realidade mais saudável, emocionante e feliz para nós, nossa cidade e nosso povo". 
Com esse meu pensamento positivo de que sempre podemos melhorar, resolvi  então me ingressar na política filiando-me ao PSB, Partido Socialista Brasileiro. Aqui em Itajubá,  o partido é presidido pelo Professor José Luiz Augusto. 
Com o lema Itajubá pode mais, Itajubá quer mais, O PSB fez uma coligação muito importante e muito interessante com o PT, Partido dos Trabalhadores.Unindo-se ao Professor Paulino Abranches, nosso partido entra na disputa pela prefeitura de Itajubá, sendo o Prefeito o Professor Paulino e vice´prefeito, o Professor José Luiz. Unindo as forças, podemos mudar nossa realidade sim. Ao perguntar a uma amiga o que irá fazer no fim-de-semana, ele me respondeu: "Ah, irei à praça, e se tiver dinheiro, a um barzinho". Então eu pergunto a você leitor: Por que Itajubá está sem opção nenhuma de entretenimento e lazer tanto para crianças, como para jovens ou para adultos? Será que buscar formas de entretenimento é tão complicado ou tão caro à Prefeitura? Ou será que não está faltando mais "gás" na política local? Será que é tão difícil organizar uma feira, ou uma exposição de arte para todos? Temos algum espaço apropriado para convenções?
Com certeza, você leitor estará pensando como eu: É, realmente precisamos mudar. Precisamos e podemos mudar. Devemos indicar pessoas que pensam no coletivo e não em si próprios. Pessoas que realmente possuem mente aberta e espírito de equipe para formatar essa nossa pacata realidade. Somos quase 100 mil habitantes e precisamos pensar na cidade em como deveria ser uma cidade preparada para 100 mil habitantes. Cuidar apenas de um bairro, ou agraciar outro com uma praça, não resolve. Precisamos embuir todos nesse processo social. Necessitamos nos divorciar dessa letargia partindo para um futuro promissor e mais feliz. Precisamos ter o prazer de permanecer em nossa cidade nos feriados e quando precisamos ir às compras. 
Sou cidadão itajubense, quero fazer parte da mudança para melhor dessa nossa realidade, mas para isso preciso do seu apoio nessas próximas eleições. Sou candidato a vereador pelo PSB de nº 40456. Como disse no início, não quero ser apenas mais um, quero corresponder aos seus anseios e digo com propriedade, nós podemos mudar, e mudar para o bem de todos. Conto então com você. 

Um grande abraço do Professor Paulo Oliveira.

Que Deus esteja sempre conosco.